Introdução:
No âmbito curricular da disciplina Projecto, foi proposto a concepção de um projecto na área da Animação Sóciocultural.
Deste modo, formado e reunido o grupo, gerou-se uma partilha de ideias para supostas temáticas de intervenção, tendo sempre como objectivo principal tentar auxiliar nas necessidades observadas na realidade social do meio envolvente.
Decidiu-se então realizar um projecto direccionado para a animação infantil (uma vez que o público-alvo a quem o projecto se destina são crianças e jovens em risco), que seguirá uma vertente educativa com componente artística.
Antes de passarmos mais à frente,convém focar e dar a conhecer um dos aspectos mais importantes deste projecto, o facto de estarmos perante um público-alvo que diz respeito a crianças e jovens em risco.
” O conceito de crianças e jovens em risco, é um conceito que engloba crianças e jovens sujeitos a maus tratos, aqueles a quem os pais ou representantes legais não prestam os cuidados necessários ao seu desenvolvimento e ainda aqueles que, com o seu comportamento, coloquem eles próprios em causa o seu desenvolvimento, não tomando os pais ou representantes legais (ou não podendo tomar) as medidas necessárias para pôr cobro a esse comportamento, ou não se mostrando eficazes as medidas que estes adoptam”In Resolução do Conselho de Ministros N.º 193/97.
“São crianças ou jovens em risco, aquelas que se encontram numa das seguintes situações:
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Abandono;
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Maus tratos físicos e psíquicos;
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Abuso sexual;
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Falta na recepção de cuidados e afeição adequada à idade e situação pessoal;
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Obrigação a actividades ou trabalhos excessivos inadequados à idade;
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Submissão a comportamentos que afectam a segurança e equilíbrio emocional;
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Entrega a comportamentos, actividades ou consumos que afectem gravemente a saúde, segurança, formação, educação, ou desenvolvimento, sem que os pais lhes imponham de forma adequada a remoção dessa situação”In artigo 3º do capítulo I da lei n.º 147/99 de 1 de Setembro.
Podemos ainda considerar como criança em risco, aquela que pela sua família ou por razões biológicas terá possibilidade de sofrer privações que possam afectar a satisfação das suas necessidades básicas, materiais e afectivas.
Ora, o que se verifica em todos os casos de criança em risco, é o facto de não existir um factor isolado, mas sim vários factores que se conjugam entre si criando desta forma condições para que surjam graves problemas na socialização e educação da criança.
Assim sendo, existem alguns factores de risco para a criança, os quais podem tomar diversas formas e critérios:
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Factores Sociais:pobreza; falta de recursos elementares para a satisfação de necessidades básicas; incapacidade põe parte do núcleo familiar, no que diz respeito à organização na vida e trabalho; stress social; deficiências a nível funcional por parte da família; falta de suporte social à família; entre outros.
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Factores Culturais:famílias com padrões sociais muito rígidos que podem inconscientemente influenciar a falta de condições para o desenvolvimento da criança.
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Factores de Risco Centrados na Criança:gravidez indesejada; comportamentos atípicos por parte da criança;necessidade de cuidados intensivos da criança, que resulta na separação dos pais; doenças crónicas das crianças, facto que pode provocar stress redobrado nos pais.
Situações como a dependência de drogas, álcool, prostituição e mendicidade por parte dos pais, são factores de foro psicossocial que afectam bastante o desenvolvimento harmonioso da criança.
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